Imagine um portal que faz tudo certo: publica conteúdo relevante, deixa as páginas rápidas, posiciona os anúncios nos pontos de maior visibilidade e ainda ativa o header bidding, que coloca vários anunciantes disputando cada espaço ao mesmo tempo. No entanto, um bloqueador no navegador do leitor impede que esses anúncios carreguem, e a receita daquela visita fica pelo caminho, mesmo com uma otimização impecável.
No Brasil, 29% dos usuários de internet navegam com bloqueadores de anúncio, um hábito que já soma 1,1 bilhão de pessoas no mundo, segundo o relatório 2026 da eyeo, empresa dona do Adblock Plus e da Blockthrough. Para portais de notícias e publishers de tecnologia, isso significa leitores que consomem o conteúdo, mas não veem os anúncios que o financiam, e, por isso, contornar ad blocker de forma inteligente virou prioridade em 2026.
O que é contornar Ad Blocker e por que ele se tornou fundamental para portais de notícias
Contornar ad blocker é o conjunto de estratégias que ajuda o publisher a recuperar a receita perdida para os bloqueadores, sem entrar em guerra com o leitor. Na prática, o bloqueador age como um porteiro: ele consulta listas de filtros, que reúnem endereços de servidores de anúncio, e barra tudo o que vem desses endereços. Portanto, contornar significa criar caminhos legítimos para a monetização passar por essa portaria.

Para portais de notícias, o tema é ainda mais crítico, já que o modelo depende de escala: cada página vista rende pouco, e a receita vem do volume. Além disso, segundo a eyeo, quem usa bloqueador tende a ser mais jovem, ter mais estudo e renda e mostrar maior intenção de compra em áreas como tecnologia e finanças. Ou seja, o portal perde justamente o leitor mais disputado pelos anunciantes.
Como o contornar ad blocker funciona na prática do ecossistema de mídia moderna
Na prática, o publisher combina diferentes rotas para passar pela portaria do bloqueador. A mais conhecida é a dos anúncios aceitáveis, formatos leves e sinalizados como publicidade que seguem o padrão Acceptable Ads, definido por um comitê independente. Dessa forma, eles entram na lista de convidados do porteiro, e, segundo a eyeo, mais de 400 milhões de pessoas já navegam com esse filtro.
| Rota | Como funciona | Indicada para | Ponto de atenção |
|---|---|---|---|
| Anúncios aceitáveis | Formatos leves e identificados entram na lista de liberados do bloqueador | Portais com alto volume de páginas | Só alcança bloqueadores que aderem ao programa, e grandes publishers pagam taxa |
| Tecnologia de recuperação | Um parceiro especializado filtra os anúncios do site e entrega só os que seguem o padrão | Quem não tem equipe técnica para adaptar cada formato | Cobra uma fatia da receita recuperada |
| Paywall ou cadastro | Conteúdo exclusivo liberado por assinatura ou login | Publishers com audiência fiel e conteúdo de nicho | Sem uma proposta de valor clara, o leitor abandona a página |
| Canais próprios | Newsletter e notificações push levam conteúdo e anúncios por fora da página | Publishers com base de contatos própria | A base precisa de consentimento e manutenção constante |
Afinal, nem todo bloqueador participa do programa, e uma parcela relevante do público continua fora do alcance dos anúncios aceitáveis. Por isso, o paywall, que libera parte do conteúdo só para assinantes, o cadastro e os canais próprios completam a estratégia, transformando o leitor fiel em cliente ou contato, sem depender de o anúncio carregar. Assim, como um investidor que diversifica a carteira, o portal deixa de depender de uma única fonte de receita.
Os principais benefícios de otimizar a sua estratégia com foco em contornar ad blocker
O benefício mais imediato é a recuperação de receita de anúncios em um público que já visita o portal, ou seja, sem precisar investir para atrair novos leitores. Além disso, como essas rotas priorizam formatos leves, a experiência melhora para todos, inclusive para quem nunca usou bloqueador, e o portal reduz justamente o incômodo que leva tanta gente a instalar um.

Outro ganho importante vem do cadastro e dos canais próprios, que geram dados primários, o chamado first-party data, ou seja, informações que o leitor compartilha diretamente com o portal, com consentimento. Com elas, o publisher entende melhor a própria audiência e oferece segmentações mais precisas aos anunciantes. Sendo assim, deixa de vender apenas espaço na página e passa a vender público qualificado, o que fortalece a negociação.
Erros que impedem marcas e publishers de alcançarem a máxima performance
Mesmo com as rotas certas, alguns deslizes anulam o ganho e ainda afastam o leitor. Em geral, eles nascem da pressa em recuperar receita, sem planejamento nem cuidado com a base de dados. Entre os mais comuns, estão:
- Bloquear o conteúdo para quem usa bloqueador: o aviso que obriga o leitor a desativar a ferramenta tende a gerar abandono, e as versões mais recentes dos bloqueadores já conseguem driblar esse tipo de pedido. Ou seja, o portal perde a visita e continua sem a receita.
- Manter formatos intrusivos: pop-ups, vídeos com som automático e anúncios que cobrem o texto alimentam justamente o incômodo que leva à instalação de bloqueadores.
- Captar contatos sem higienização nem consentimento: uma base inflada, cheia de e-mails inválidos ou inativos, prejudica a entrega das mensagens e ainda expõe o portal a riscos com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), legislação que regula o uso de informações pessoais no país.
- Deixar os dados soltos, sem integração com o CRM (customer relationship management), sistema que organiza o histórico de cada contato: sem cruzar as informações, o portal acumula cadastros, mas não consegue transformá-los em segmentações que interessem aos anunciantes.
Como a tecnologia e a leitura de dados da Spun Mídia aceleram os seus resultados
A Spun aplica na própria operação a mesma lógica de não depender de uma única rota. Além dos anúncios nos portais, a empresa mantém mais de 15 milhões de leads ativos em notificações push, os alertas que aparecem direto na tela do celular ou do computador, sem passar pela portaria do navegador.
Afinal, acompanhar os contatos ativos, e não só o tamanho da base, é o que mostra quem de fato abre, clica e gera receita. Por isso, para descobrir quanto do faturamento do seu portal está ficando na portaria do bloqueador, vale começar pelo diagnóstico do Spun for Publishers, em que os especialistas da Spun identificam onde a receita está escapando.
Perguntas frequentes sobre contornar ad blocker
Recuperar a receita de leitores que hoje acessam o portal sem ver anúncios. Como esse público já está no site, o publisher amplia o ROI (return on investment), o retorno sobre o investimento, sem gastar mais para atrair visitas.
Bloquear o conteúdo de quem usa bloqueador, manter formatos intrusivos, captar contatos sem higienização e deixar os dados sem integração com o CRM.
Por meio do Spun for Publishers, a Spun faz um diagnóstico de onde o portal está perdendo receita e desenha estratégias sob medida, com tecnologia já validada na operação dos próprios portais.

