O impacto do fim dos cookies de terceiros na receita de grandes portais

Mão pegando biscoitos (cookies) e copo de leite, vistos de dentro de um forno micro-ondas em ângulo olho de peixe, ilustrando a matéria sobre o fim dos cookies de terceiros.
Saiba mais sobre o fim dos cookies de terceiros, seu impacto na receita de portais e como dados próprios protegem a monetização em 2026.

Em abril de 2025, o Google recuou do plano de bloquear cookies de terceiros por padrão no Chrome, discutido desde 2020: agora o bloqueio é uma escolha manual do usuário, não uma regra geral, e em outubro o Google desligou boa parte do Privacy Sandbox, a estrutura que prometia substituí-los. Mesmo assim, a base de rastreamento não voltou ao que era: Safari e Firefox já bloqueiam esses cookies por padrão há anos, e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) segue reduzindo o volume de dados de terceiros disponível para venda de mídia.

Para diretores de receita de portais e de marketing (CMOs), o efeito já aparece na operação: campanhas de mídia programática, a compra e venda automatizada de espaço publicitário, perdem precisão de segmentação, e a monetização passa a depender cada vez mais de dados próprios, o first-party data coletado direto do público do veículo.

O que é Fim dos Cookies de Terceiros e por que ele se tornou fundamental para Diretores de Receita de Portais

Cookies de terceiros são pequenos arquivos de rastreamento instalados por um domínio diferente do site que o usuário está visitando, geralmente redes de anúncios ou pixels de terceiros, que seguem o comportamento da pessoa por vários sites diferentes. É essa trilha entre páginas que alimenta o leilão em tempo real (real-time bidding, RTB), o mecanismo que movimenta boa parte da mídia programática hoje.

A questão virou prioridade para diretores de receita de portais porque o preço que um anunciante paga por um espaço está ligado à capacidade de reconhecer quem está do outro lado da tela. Um estudo publicado em 2026 na revista científica PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences) mediu esse efeito: remover cookies de terceiros reduziu a receita de publishers em 29,1%, e as alternativas de privacidade testadas recuperaram apenas 4,2% dessa perda. Sem um substituto equivalente, cada fatia de tráfego fora do alcance dos cookies tradicionais é receita fora da mesa de negociação com o anunciante.

Cartão de destaque com fundo preto, texto em verde "Sem cookies de terceiros, receita do publisher cai 29,1%" e elementos gráficos laranja no estilo visual da Spun Mídia.
Estudo da revista científica PNAS mostra que a receita do publisher cai 29,1% sem cookies de terceiros. (Acervo/Spun Mídia)

Como o Fim dos Cookies de Terceiros funciona na prática do ecossistema de mídia moderna

Na prática, o mercado substitui a cookie por uma combinação de dados que o próprio portal coleta, como login, assinatura de newsletter ou cadastro em promoções, cruzados com um identificador universal (universal ID), um código único e criptografado que representa aquele usuário em diferentes plataformas sem expor e-mail ou nome. Esse cruzamento costuma acontecer dentro de uma data clean room, um ambiente parecido com uma sala de reunião neutra: cada empresa leva sua planilha de dados, mas ninguém sai de lá com a planilha da outra, só com o resultado do cruzamento.

É esse identificador que permite ao portal seguir vendendo espaço no leilão em tempo real e ao anunciante medir a atribuição, ou seja, associar uma venda ou cadastro gerado no site do cliente ao anúncio específico que levou até ali, mesmo sem o cookie de terceiros tradicional. Na operação do dia a dia, isso empurra o time comercial do portal para dentro de um trabalho que antes era só técnico: quanto mais forte a base de usuários logados, maior o volume de dados próprios (first-party data) disponível para alimentar esse identificador e sustentar o valor pago a cada mil impressões exibidas (CPM).

Os principais benefícios de otimizar a sua estratégia com foco em Fim dos Cookies de Terceiros

O benefício central de investir agora é parar de depender de decisões que outras empresas tomam por você. Quando o portal constrói sua própria base identificada, a estratégia comercial não desmorona a cada mudança de política do Chrome ou do Safari, porque o dado já pertence ao veículo. É essa base própria que reduz o buraco de receita mostrado pela PNAS lá atrás: quanto mais forte a identificação direta do usuário, menos o portal fica refém de um sinal de terceiros que só tende a encolher.

Na prática, isso se traduz em ações concretas: ampliar os pontos de cadastro do usuário, como newsletter, aplicativo e programas de assinatura, para gerar login; medir separadamente o CPM do inventário autenticado versus o anônimo, o que costuma mostrar o ganho real da estratégia em números; e diversificar os fornecedores de identificação, evitando depender de um único parceiro de tecnologia para sustentar toda a operação comercial.

Erros que impedem marcas e publishers de alcançarem a máxima performance

Grande parte da receita perdida na transição não vem da falta de cookies em si, mas da forma apressada como os portais tentam substituí-los. Os erros mais comuns se repetem entre veículos de tamanhos diferentes e costumam só aparecer no balanço alguns meses depois, quando já custaram caro.

  • Migrar a base sem higienização: importar cadastros duplicados, incompletos ou desatualizados para o novo identificador derruba a taxa de correspondência (match rate), o percentual de usuários que o sistema realmente reconhece, antes mesmo de a estratégia começar a rodar.
  • Deixar o CRM fora da operação de mídia: manter o cadastro do usuário isolado num sistema que não conversa com a venda de anúncios anula o principal ganho de ter dados próprios.
  • Não acompanhar métricas reais mês a mês: tratar a mudança como um projeto pontual, sem monitorar CPM, taxa de correspondência e receita por perfil de usuário, impede o portal de saber se a estratégia está funcionando de fato.
  • Depender de um único fornecedor de identidade: concentrar toda a base num único ID de mercado troca a dependência do cookie por outro ponto único de falha.
  • Tratar o consentimento como mera formalidade: pedir consentimento de forma genérica, sem explicar ao usuário o que ele ganha ao se cadastrar, reduz a adesão e compromete o volume de dados coletados sob a LGPD.
Cartão de destaque com fundo preto, texto branco "A receita perdida vem da pressa, não da falta de cookies" e elementos gráficos laranja no estilo visual da Spun Mídia.
A maior parte da receita perdida vem de erros na adaptação, não da ausência do cookie de terceiro. (Acervo/Spun Mídia)

Como a tecnologia e a leitura de dados da Spun Mídia aceleram os seus resultados

A Spun resolve essa dor porque já opera como um ecossistema de dados próprios, não como mais um intermediário que depende de cookie de terceiro para conectar anúncio à pessoa real. A rede reúne mais de 60 milhões de e-mails, 15 milhões de leads ativos em notificações push e mais de 200 portais segmentados, o que permite plugar a operação comercial de um veículo direto numa base que já está identificada e ativa, sem esperar meses até o cadastro próprio do portal atingir escala.

CritérioOperação dependente de cookies de terceirosEcossistema de dados próprios da Spun
Fonte de identificaçãoCookie de terceiro, sujeito a bloqueio por navegadorBase própria de mais de 60 milhões de e-mails e 15 milhões de leads ativos em push
Resiliência a mudanças externasDepende de decisões do Chrome, Safari ou reguladoresIndepende de política de navegador, porque o dado já pertence à rede
Alcance disponívelLimitado ao tráfego coberto pelo cookie ainda ativoMais de 150 milhões de usuários impactados online, em mais de 200 portais segmentados
Volume de sessões ativasVariável conforme taxa de match do cookie17,1 milhões de sessões mensais monitoradas dentro do ecossistema

O case do programa Sócio Torcedor LOS, com a NG.Cash, mostra esse efeito na prática: transformar torcedor anônimo em membro autenticado gerou mais de 100 mil contas abertas e mais de 21 mil assinantes pagantes, receita que dificilmente existiria dependendo só de cookie de terceiro. Se o seu portal quer reduzir essa dependência com dados próprios de verdade, conheça a Spun for Publishers e fale com o time que já opera essa base em escala.

Perguntas Frequentes sobre o Fim dos Cookies de Terceiros

Qual é o papel principal de Fim dos Cookies de Terceiros na performance de campanhas ou monetização?

Ele atua como um facilitador de eficiência técnica: ao mudar como a segmentação e a atribuição funcionam, ajuda a otimizar custos de mídia e a ampliar o retorno sobre investimento (ROI) das campanhas digitais.

Quais são os principais erros cometidos ao implementar estratégias de Fim dos Cookies de Terceiros?

Os mais comuns são migrar a base às pressas sem higienização de dados, deixar o CRM fora da integração com a operação de mídia e não monitorar constantemente métricas reais de performance.

Como a Spun Mídia ajuda empresas a dominarem o cenário de Fim dos Cookies de Terceiros?

Unindo inteligência operacional sobre dados próprios, automação ágil de campanhas e times hiper-especializados que desenham estratégias sob medida para marcas e publishers.

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